quinta-feira, 21 de julho de 2011

Amalá - culinária sacra



Amalá

Comida afro-brasileira  oferecida ao Orisà Sango. Feita de quiabo, camarão seco pilado, cebola ralada, azeite de dendê e sal. Faz se um refogado com os ingredientes acima , arruma se uma gamela redonda com ebá ou massa de akasa, podendo decorar o prato com 12 quiabos crus, ekó, folhas de akoko, notas de dinheiro,  orogbo.
Ainda poderá ser feito o mesmo refogado com carne de peito de boi previamente cozido e desfiado, ai retirar o camarão seco. Pode ainda substituir essa carne por rabada de boi, previamente cozida.
A forma de decorar a gamela ainda poderá variar, substituindo os quiabos por: 12 cocadas brancas e pretas, 12 ovos cozidos, 12 bolas de arroz, 12 akarajè,  ou 12 abara. Levando sempre no meio 1 único ekó.

*Órisá – divindade do panteão africano.
*Sangò – Órisà da justiça
*Ebà – massa de farinha de mandioca em forma de mingau ou pãozinho,
*Akasà –  massa feita de milho branco triturado na textura de pó.
* Ekò – a mesma massa do akasà  individualizada e enrolada em folha de bananeira.
*Akaraje – bolinho frito, feito de feijão fradinho, cebola e sal
*Abara – a mesma massa do akaraje, acrescentar camarão seco pilado e azeite de dendê ,enrolar em folha de bananeira e cozinhar no vapor.

Abraço fraterno - Bábà Olúdàré

Esù - O principio dinâmico de todas as coisas.




COMO NASCEU EXU

As histórias dos mais velhos nos contam que no início dos tempos só existia o ar. OLORUN, o deus supremo, era uma massa infinita de ar. Quando começou a se mover lentamente e respirar, uma parte do ar foi transformada em água, originando OBATALA, o grande Orixá do branco.
O ar e a água se moveram ao mesmo tempo, e uma parte transformou-se em lama, e dela brotou um montículo, que foi a primeira matéria dotada de forma - um rochedo lamacento e avermelhado, de laterita.
Olorun soprou seu hálito sobre o montículo, dando-lhe vida. Foi a primeira forma com existência própria - o proto-exu.
Exu é o primeiro ser criado, o símbolo do elemento procriado. Em seguida, por formas diferentes, é que surgiram os outros Orixás.

COMO EXU PASSOU A SER REPRESENTANTE DE ORUNMILÁ

Exu era filho de Orunmilá. Olodumare, o Deus supremo, Rei-de-tudo-que-existe, mandou Orunmilá descer ao mundo para tomar conta de todas as pessoas e coisas.
Havia muitos Orixás, mas Exu destacava-se em tudo; era o mais forte, inteligente e atirado. Além disso era muito mau, por qualquer coisa se vingava, e não gostava de ser contrariado.
Nas reuniões tomava a frente de tudo, e brigava com todos. Os outros orixás, com medo dele e para não se aborrecerem, deixavam-no fazer o que quisesse. Por esse motivo Exu passou a ser o representante, o mensageiro dos Orixás, e o representante de Orunmilá.
Mais tarde houve uma disputa entre Exu e Oxalá para determinar qual era o mais respeitável. Oxalá provou sua superioridade, apoderando-se da cabaça onde estava o poder de Exu, e transformando-o assim em seu servidor. Da mesma forma numa disputa com Obaluaiê, Exu foi derrotado.

COMO EXU PROMOVEU UM MASSACRE NA CIDADE

Conta a lenda que Exu foi procurar uma rainha que era desprezada pelo marido, e se propôs a preparar um amuleto que faria o rei voltar a amá-la. Pediu-lhe apenas uns fios de barba do rei, cortados com uma faca.
Procurou em seguida o príncipe herdeiro, filho da rainha, que morava num palácio distante e o convenceu de que o rei ia partir para uma guerra e tinha mandado chamá-lo, juntamente com seus guerreiros.
Finalmente foi ao rei e disse que a rainha, ferida pela frieza dele, planejava matá-lo naquela noite.
Quando anoiteceu, o rei deitou-se e fingiu dormir. Logo viu a rainha entrar com uma faca na mão e aproximar-se de sua garganta. Claro que ela queria apenas uns fios de barba, mas ele acreditou que ela fosse matá-lo.
O rei a desarmou, e começaram a discutir e brigar, fazendo muito barulho. O príncipe, que chegava com seus guerreiros, ouviu os gritos da mãe e viu o pai com uma faca na mão, julgando que ele ia matá-la.
Ao ver o filho e seus guerreiros, armados, entrando em seu palácio, o rei acreditou tratar-se de uma invasão para matá-lo e tomar o poder. Gritou por socorro, e seus soldados imediatamente acudiram.
Essa grande confusão gerou um massacre que acabou com a família real e seus guerreiros.
EXU, FILHO DE ORUNMILÁ

Olodumare mandou Exu para ser auxiliar de Oxalá. Por sua vez Orunmilá, desejoso de ter um filho, foi procurar Oxalá, aquele que criava os seres. Este mandou-o voltar em um mês. Orunmilá impaciente, pediu para levar aquele que estava no portão de casa, que era Exu. Oxalá, diante da grande insistência de Orunmila, acabou concordando, mas explicou que Exu não deveria ser mimado.
Para se tornar pai de Exu, Orunmilá deveria colocar suas mãos sobre Exu e sua mulher Yebíìru, conceberia um filho. A criança seria o próprio Exu, Alagbara, senhor do poder.
Assim que a criança nasceu Orunmilá pronunciou seu nome, e Exu respondeu: "Mãe, mãe, eu quero comer preás!" Orunmilá reuniu todas as preás que encontrou, e Exu comeu-as todas. No dia seguinte Exu quis comer todos os peixes, e no terceiro dia todas as aves. Ele chorava e gritava, e Orunmilá fazia-lhe as vontades. No quarto dia disse que queria comer carne, e o pai lhe trouxe todos os quadrúpedes. Mas Exu não se satisfazia, e continuava a chorar.
No quinto dia, Exu disse: "Mãe, mãe, eu quero comê-la" e a mãe respondeu: "Filho, come, come". Exu engoliu a própria mãe. Orunmilá correu a consultar Ifá, que recomendou uma oferenda, que ele deu. No sexto dia Exu disse: "Pai, Pai, eu quero comê-lo". Ao se aproximar, Orunmilá pegou a espada e o partiu em pedaços, que se espalharam e se transformaram em laterita.
Os pedaços se juntaram e o que restou dele levantou-se e fugiu pelos nove espaços do céu (orun), que ficaram povoados de exus. No último espaço, Exu fez um acordo com Orunmilá: Este parava de perseguí-lo, e todos os exus executariam as ordens de Orunmilá e o ajudariam, como se fossem seus verdadeiros filhos. Orunmilá pediu, e Exu devolveu Yébíìru. Eles foram morar em Iworo, e ela deu à luz muitos filhos, de ambos os sexos. 



COMO EXU SE TORNOU O MENSAGEIRO DOS ORIXÁS

Esta história foi contada pelo Odu Oxetuá.
Exu tentava apoderar-se do comando dos Orixás, e foi consultar Ifá, através dos Babalaôs, para saber como realizaria seu desejo. Todos disseram que Exu deveria fazer uma oferenda que incluía penas de papagaio vermelho (ecodidé). Feita a oferenda os Babalaôs deram uma pena ecodidé a Exu para que ele a usasse, e recomendaram que ele não deveria colocar nenhum carrego na cabeça pelo menos por três meses.
Acontece que o efeito da oferenda fez com que Olodumare tivesse a idéia de saber qual Orixá estava zelando melhor pelo mundo, e convocou todos os Orixás para uma reunião. Todos começaram a se preparar, e reunir os presentes que levariam para Olodumare. Partiram em fila, e Exu, que não podia carregar nada, colocou seu ecodidé na cabeça e foi junto com os demais.
Ao chegarem, Olodumare fitou-os e sem perguntar nada leu em seus corações como eles se conduziam. Chamou aquele que estava com ecodidé, e disse que ele era o que conseguiu reunir todos os habitantes da Terra, e que conduziu todos os Orixás com seus carregos. Exu não disse nada, só "Axé".
Olodumare disse a todos que ao chegarem a suas casas deveriam procurar Exu sempre que precisassem enviar-lhe uma mensagem ou sugestão. Todos concordaram, e Exu, por ordem de Olodumare, foi quem os conduziu de volta à Terra. Todos festejaram o acontecimento junto com Exu.
Os outros Orixás começaram a imitá-lo, usando ecodidé na cabeça como símbolo de axé, durante rituais e sacrifícios. Foi assim que Exu se tornou Asiwajú - aquele que vai à frente dos demais.

COMO NASCEU EXU

As histórias dos mais velhos nos contam que no início dos tempos só existia o ar. OLORUN, o deus supremo, era uma massa infinita de ar. Quando começou a se mover lentamente e respirar, uma parte do ar foi transformada em água, originando OXALÁ, o grande Orixá do branco.
O ar e a água se moveram ao mesmo tempo, e uma parte transformou-se em lama, e dela brotou um montículo, que foi a primeira matéria dotada de forma - um rochedo lamacento e avermelhado, de laterita.
Olorun soprou seu hálito sobre o montículo, dando-lhe vida. Foi a primeira forma com existência própria - o proto-exu.
Exu é o primeiro ser criado, o símbolo do elemento procriado. Em seguida, por formas diferentes, é que surgiram os outros Orixás.


COMO EXU PASSOU A SER REPRESENTANTE DE ORUNMILÁ

Exu era filho de Orunmilá. Olodumare, o Deus supremo, Rei-de-tudo-que-existe, mandou Orunmilá descer ao mundo para tomar conta de todas as pessoas e coisas.
Havia muitos Orixás, mas Exu destacava-se em tudo; era o mais forte, inteligente e atirado. Além disso era muito mau, por qualquer coisa se vingava, e não gostava de ser contrariado.
Nas reuniões tomava a frente de tudo, e brigava com todos. Os outros orixás, com medo dele e para não se aborrecerem, deixavam-no fazer o que quisesse. Por esse motivo Exu passou a ser o representante, o mensageiro dos Orixás, e o representante de Orunmilá.
Mais tarde houve uma disputa entre Exu e Oxalá para determinar qual era o mais respeitável. Oxalá provou sua superioridade, apoderando-se da cabaça onde estava o poder de Exu, e transformando-o assim em seu servidor. Da mesma forma numa disputa com Obaluaiê, Exu foi derrotado.

COMO EXU PROMOVEU UM MASSACRE NA CIDADE

Conta a lenda que Exu foi procurar uma rainha que era desprezada pelo marido, e se propôs a preparar um amuleto que faria o rei voltar a amá-la. Pediu-lhe apenas uns fios de barba do rei, cortados com uma faca.
Procurou em seguida o príncipe herdeiro, filho da rainha, que morava num palácio distante e o convenceu de que o rei ia partir para uma guerra e tinha mandado chamá-lo, juntamente com seus guerreiros.
Finalmente foi ao rei e disse que a rainha, ferida pela frieza dele, planejava matá-lo naquela noite.
Quando anoiteceu, o rei deitou-se e fingiu dormir. Logo viu a rainha entrar com uma faca na mão e aproximar-se de sua garganta. Claro que ela queria apenas uns fios de barba, mas ele acreditou que ela fosse matá-lo.
O rei a desarmou, e começaram a discutir e brigar, fazendo muito barulho. O príncipe, que chegava com seus guerreiros, ouviu os gritos da mãe e viu o pai com uma faca na mão, julgando que ele ia matá-la.
Ao ver o filho e seus guerreiros, armados, entrando em seu palácio, o rei acreditou tratar-se de uma invasão para matá-lo e tomar o poder. Gritou por socorro, e seus soldados imediatamente acudiram.
Essa grande confusão gerou um massacre que acabou com a família real e seus guerreiros.


EXU, FILHO DE ORUNMILÁ

Olodumare mandou Exu para ser auxiliar de Oxalá. Por sua vez Orunmilá, desejoso de ter um filho, foi procurar Oxalá, aquele que criava os seres. Este mandou-o voltar em um mês. Orunmilá impaciente, pediu para levar aquele que estava no portão de casa, que era Exu. Oxalá, diante da grande insistência de Orunmila, acabou concordando, mas explicou que Exu não deveria ser mimado.
Para se tornar pai de Exu, Orunmilá deveria colocar suas mãos sobre Exu e sua mulher Yebíìru, conceberia um filho. A criança seria o próprio Exu, Alagbara, senhor do poder.
Assim que a criança nasceu Orunmilá pronunciou seu nome, e Exu respondeu: "Mãe, mãe, eu quero comer preás!" Orunmilá reuniu todas as preás que encontrou, e Exu comeu-as todas. No dia seguinte Exu quis comer todos os peixes, e no terceiro dia todas as aves. Ele chorava e gritava, e Orunmilá fazia-lhe as vontades. No quarto dia disse que queria comer carne, e o pai lhe trouxe todos os quadrúpedes. Mas Exu não se satisfazia, e continuava a chorar.
No quinto dia, Exu disse: "Mãe, mãe, eu quero comê-la" e a mãe respondeu: "Filho, come, come". Exu engoliu a própria mãe. Orunmilá correu a consultar Ifá, que recomendou uma oferenda, que ele deu. No sexto dia Exu disse: "Pai, Pai, eu quero comê-lo". Ao se aproximar, Orunmilá pegou a espada e o partiu em pedaços, que se espalharam e se transformaram em laterita.
Os pedaços se juntaram e o que restou dele levantou-se e fugiu pelos nove espaços do céu (orun), que ficaram povoados de exus. No último espaço, Exu fez um acordo com Orunmilá: Este parava de perseguí-lo, e todos os exus executariam as ordens de Orunmilá e o ajudariam, como se fossem seus verdadeiros filhos. Orunmilá pediu, e Exu devolveu Yébíìru. Eles foram morar em Iworo, e ela deu à luz muitos filhos, de ambos os sexos.


COMO EXU SE TORNOU O MENSAGEIRO DOS ORIXÁS

Esta história foi contada pelo Odu Oxetuá.
Exu tentava apoderar-se do comando dos Orixás, e foi consultar Ifá, através dos Babalaôs, para saber como realizaria seu desejo. Todos disseram que Exu deveria fazer uma oferenda que incluía penas de papagaio vermelho (ecodidé). Feita a oferenda os Babalaôs deram uma pena ecodidé a Exu para que ele a usasse, e recomendaram que ele não deveria colocar nenhum carrego na cabeça pelo menos por três meses.
Acontece que o efeito da oferenda fez com que Olodumare tivesse a idéia de saber qual Orixá estava zelando melhor pelo mundo, e convocou todos os Orixás para uma reunião. Todos começaram a se preparar, e reunir os presentes que levariam para Olodumare. Partiram em fila, e Exu, que não podia carregar nada, colocou seu ecodidé na cabeça e foi junto com os demais.
Ao chegarem, Olodumare fitou-os e sem perguntar nada leu em seus corações como eles se conduziam. Chamou aquele que estava com ecodidé, e disse que ele era o que conseguiu reunir todos os habitantes da Terra, e que conduziu todos os Orixás com seus carregos. Exu não disse nada, só "Axé".
Olodumare disse a todos que ao chegarem a suas casas deveriam procurar Exu sempre que precisassem enviar-lhe uma mensagem ou sugestão. Todos concordaram, e Exu, por ordem de Olodumare, foi quem os conduziu de volta à Terra. Todos festejaram o acontecimento junto com Exu.
Os outros Orixás começaram a imitá-lo, usando ecodidé na cabeça como símbolo de axé, durante rituais e sacrifícios. Foi assim que Exu se tornou Asiwajú - aquele que vai à frente dos demais.

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Sangó



Ká wòóo, Ká biyè sí!
Podemos olhar Vossa Real Majestade ? 



( porque era considerado grande honra poder olhar o Rei erguendo a cabeça diante dele.)

Miticamente, Sangó é filho de Oranian, tendo Iyamase como mãe e três divindades como esposas: Oba, Òsun e Oyà. 
Oba a esposa mais velha, sempre cuidou da vida espiritual de Sangó.
Ósún a esposa mais dengosa, cuidava da sua casa e alimentação.
Oyà lutou para ampliar os domínios de Sangó em cima da terra, proporcionado a ele o maior território do governo de Oyò.
Governou com mãos de ferro o país Yorubà, sendo ao mesmo tempo temido e adorado pelo seu povo. Muitas vezes comportou-se como tirano, na sua ânsia pelo poder. Alguns relatos afirmam que Sango destronou seu próprio irmão, Ajaká, para tomar o seu lugar.
É o orisá das pedreiras, das terras áridas e das rochas. Seu elemento é o fogo, dominando também o raio e o trovão. O metal a que pertence é o cobre. Seu símbolo é um machado de madeira que possui duas laminas, um lado condena o outro absorve.

Asè Sangó!!!

quarta-feira, 6 de julho de 2011

"Osaala com ele eu me consolo"



Que a Benção e paz de DEUS esteja com todos nós hoje e sempre!Hoje no calendário Yorubà é dia de Obatala também chamado de Orísà N'La.Obatala vem ao mundo a cada quatro dias e com ele vem todos os Orísà Funfun (branco). Essa composição de  Orísà brancos tem a finalidade de garantir a existencia no planeta. É pela graça  destes Orísà que exite vida na terra. E é por isso que todo Iyawo Orísà veste branco em sua primeira saida publica, na sua iniciação. Obatala ainda nos ajuda a melhorar o nosso emocional, quando estamos tristes ou em periodos de melancolia e até mesmo depressão, é a este Orísá que recorremos juntamente com  Orí. proponho hoje uma grande reflexão, Epa Bábà!!!! "Osaala com ele eu me consolo"

sexta-feira, 1 de julho de 2011

01 de Julho de 2011

Que a Benção e paz de DEUS esteja com todos nós hoje e sempre!
Hoje no calendário Yorubà é dia de Sango. Orísà da justiça, força, alegrias, conquistas afetivas e materiais, o Rei. Com ele aprendemos ser ambiciosos, não querer o que de outros, e nem ser mais alto que uma arvore.... mais  crescer na vida, trabalhar por nossos ideais e saber sempre que temos a justiça divina a nosso favor.  Kawo Kabiesile Sango!!!!
Abraço fraterno - Bábà Olúdàré

terça-feira, 28 de junho de 2011

Ser negro

 
Ser negro para mim:
Não é apenas ter a cor mas sim indentificar-me com a cultura negra
É sentir um arrepio quando escuto o som do tambor no ritmo de ijexa
Uma vontade sem tamanho de dançar ao som dos tambores
Ouvir uma palavra nagô e entender seu sentido mais amplo... axé
Comer um acarajé e dizer que é o manjar dos deuses africanos
É ser chamado para lutar capoeira quando ouço o birimbal no toque Angola regional
É ter o sonho de um dia conhecer a Africa
É torcer pela Africa em todos os eventos onde ela aparece
É sentir-me ofendido mesmo quando os insultos racistas não forem para mim
E acima de tudo não esconder-me atras de adjetivos como moreno ou mulato mas sim ter orgulho de ser chamado: NEGRO
Muito Axé !!!

Grande abraço Olúdàré

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Intolerância religiosa





"Tudo o que é bom e justo emana de um único Deus, que hoje pode ter muitos nomes e cultos. Mas, seus princípios foram antes cultuados por um único povo; primordial e resistente, criado à sua imagem e semelhança.
São esses factos que nos fazem ter tanta dificuldade em entender a intolerância, o preconceito e a violência praticados em nome de Deus (?), contra os religiosos do Candomblé ou de qualquer outra religião.
 A religiosidade Africana é a prática de uma doutrina baseada em valores de Paz, Justiça, Familia,  Amor fraterno e Sacralização da vida".

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Hierarquia na casa de culto Jejê Nagô – Candomblé de Keto

                                                (na foto acima, eu e minha filha Titilayò)




1.      Iyá / Babá: significado das palavras iyá do yoruba significa mãe, bábà significa pai.
2.      Iyalorixá / Babalorixá: Mãe ou Pai de Santo. É o posto mais elevado na tradição afro-brasileira.
3.      Iyaegbé / Babaegbé: É a segunda pessoa do asé. Conselheira, responsável pela manutenção da ordem, tradição e hierarquia.
4.      Iyalaxé (mulher): Mãe do axé, a que distribui o axé e cuida dos objetos ritual.
5.      Iyakekerê (mulher): Mãe Pequena, segunda sacerdotisa do asé ou da comunidade. sempre pronta a ajudar e ensinar a todos iniciados.
6.      Babakekerê (homem): Pai pequeno, segundo sacerdote do asé ou da comunidade. sempre pronto a ajudar e ensinar a todos iniciados.
7.      Iyà Ojubonã: É a mãe criadeira, supervisiona e ajuda na iniciação.
8.      Iyamorô: ou Babamorô responsável pelo Ipadê de Esú. Cargo da casa de Omolu.
9.      Iyaefun ou Babaefun: Responsável pela pintura branca das Iyawô.
10.  Iyadagan e Osidagã: Auxiliam a Iyamorô.
11.  Iyabasê: (mulher): Responsável no preparo dos alimentos sagrados e chefe da cozinha onde é preparado as comidas-de-santo.
12.  Iyarubá: Carrega a esteira para o iniciando.
13.  Iyatebexé ou Babatebexé: Responsável pelas cantigas nas festas públicas de candomblé.
14.  Aiyaba Ewe: Responsável em determinados atos e obrigações de "cantar folhas.
15.  Aiyabá: Bate o ejé nas obrigações.
16.  Ològun: Cargo masculino. Despacha os Ebó das obrigações, preferencialmente os filhos de Ogun, depois Odé e Obaluwaiyê.
17.  Oloya: Cargo feminino. Despacha os Ebó das obrigações, na falta de Ològun. São filhas de Oya.
18.  Balogun – respónsavel pela casa de Ògún, manter a casa em ordem.
19.  Olodé - respónsavel pela casa de Òdé, manter a casa em ordem.
20.  Iyalabaké: Responsável pela alimentação do iniciado, enquanto o mesmo se encontrar recolhido.
21.  Iyatojuomó: Responsável pelas crianças do Asé.
22.  Axogun: Responsável pelos sacrifícios. Trabalha em conjunto com Iyalorixá/Babálorixá.
23.  Pejigan: O responsável pelos asé da casa, do terreiro. Primeiro Ogan na hierarquia.
24.  iniciados e Ogan. Não pode errar. (não entram em transe).
25.  Alagbê: Responsável pelos toques rituais, iniciados .Não pode errar, (não entram em transe). alimentação, conservação e preservação dos instrumentos musicais sagrados. (não entram em transe). Nos ciclos de festas é obrigado a se levantar de madrugada para que faça a alvorada. Se uma autoridade de outro Asé chegar ao terreiro, o Alagbê tem de lhe prestar as devidas homenagens. No Candomblé Ketu, os atabaques são chamados de Ilú, e o chefe do corpo de Alabê se chama Onilu. Há também outros Ogan como Gaipé, Runsó, Gaitó, Arrow, Arrontodé, etc.
26.  Ogâ ou Ogan: Tocadores de atabaques (não entram em transe).
27.  Egbôn mi: são pessoas que já cumpriram o período de sete anos da iniciação (significado: meu irmão mais velho).
28.  Ajoiê ou ekedji: Camareira do Orixá (não entram em transe). Na Casa Branca do Engenho Velho, as ajoiés são chamadas de ekedji. No Terreiro do Gantois, de "Iyárobá" e na Angola, é chamada de "makota de angúzo", "ekedji" é nome de origem Djedje, que se popularizou e é conhecido em todas as casas de Candomblé do Brasil.
29.  Iyawô: filho-de-santo (que já foi iniciado e entra em transe com o Orixá dono de sua cabeça), nem todo Iaô será um pai ou mãe de santo quando terminar a obrigação de sete anos. Ifá ou o jogo de búzios é que vai dizer se a pessoa tem cargo de abrir casa ou não. Caso não tenha que abrir casa o mesmo jogo poderá dizer se terá cargo na casa do pai ou mãe de santo além de ser um egbon mi.
30.  Abiã ou abian: Novato. É considerada abiã toda pessoa que entra para a religião após ter passado pelo ritual de lavagem de contas e o bori. Poderá ser iniciada ou não, vai depender do Orixá pedir a iniciação.
31.  Sarepebê ou sarapebê é responsável pela comunicação do egbe (similar a relações públicas).

Afirmação e convicção



Eu acredito no Criador, o Dono de Hoje e o Dono de Ontem, o Dono de Todos os Dias por Vir.
Ele para quem todos o imortais prestam homenagem, e para quem eles existem para conhecer as leis Dele e suas ordens, Originador e Criador de todas as coisas descobertas e ainda a ser descobertas.
Eu acredito no Espírito do Destino, a Grande Testemunha da Criação, Segundo para o Criador, e Dono de Medicina que é mais Poderosa que Medicina. A Imensa Órbita que lutou o dia de Morte, o que Regenera a Mocidade e Criaturas de azar, Ele que é Perfeito na Casa da Sabedoria, o Todo Poderoso que Economiza. Eu acredito em Esu, eu acredito no Espírito Santo de Manifestação Que é o Mensageiro enviado pelo Criador. Eu acredito que o ESPIRITO da maioria Purativa e o Chefe do Corretivo procedem de Esu. Eu acredito em Akoda e Aseda, a Alma e Espírito do Conhecimento e Sabedoria como o começo dos Tempos. Eu acredito que pelos ensinamentos dos Mensageiros o Espírito de inspiração da maioria Purativa e Rei do Corretivo do destino mundial e acende e esparrama da mão dele para iluminar o modo de vida. Eu acredito que este poder dentro do poder existe dentro da sociedade de mulheres sábias. Eu acredito que está por propiciação e compensação que o mundo é feito. Eu acredito no segredo de Ijoriwo segredo de Agbaiye do Universo. Eu acredito nos ensinos do segredo de Iwere como o guia para regeneração e renovação. Eu acredito que a salvação existe na exaltação do caráter bom. Eu acredito que a Alma de Humanos não morre.
Eu acredito em regeneração e reencarnação. Eu acredito nos Princípios Santos de Curar. Eu acredito que as comidas de limpeza da crença são abundantes entre a família de Ile Ifé. Eu acredito na santidade dos princípios de matrimônio e que é honrado para os homens e mulheres sempre estarem em conduta sóbria. Aos pés do Criador eu bebo da Terra e faço Crença nesta fé.


Asè !

terça-feira, 24 de maio de 2011

Osóòsí - Rei de Ketu

Durante a diáspora negra, muitos escravos que cultuavam Oxóssi não sobreviveram aos rigores do tráfico negreiro e do cativeiro, mas, ainda assim, o culto foi preservado no Brasil e em Cuba pelos sacerdotes sobreviventes e Oxóssi se transformou, no Brasil, num dos orixás mais populares, no candomblé, onde se tornou o rei da nação Ketu.
Seu habitat é a floresta, sendo simbolizado pela cor azul clara no candomblé, mas podendo usar, também, a cor prateada nesse último. Sendo assim, roupas e contas costumam ser confeccionadas nessas cores, incluindo, as contas, no caso de Oxóssi, elemento que recorda a floresta, tais como penas e sementes.
Seus instrumentos de culto são o ofá (arco e flecha), lanças, facas e demais objetos de caça. É um caçador tão habilidoso que costuma ser homenageado com o epíteto "o caçador de uma flecha só", pois atinge o seu alvo no primeiro e único disparo tamanha a precisão. Conta a lenda que um pássaro maligno ameaçava a aldeia e Oxossi era caçador, como outros. Ele só tinha uma flecha para matar o pássaro e não podia errar. Todos os outros já haviam errado o alvo. Ele não errou, e salvou a aldeia. Daí o epíteto "o caçador de uma flecha só".
Come tudo quanto é caça e o dia a ele consagrado é quinta-feira.
No Brasil, Ibualamo, Inlè ou Erinlè é uma qualidade de Oxóssi, marido de Oxum Ipondá e pai de Logunedé. Como os demais Oxóssis é caçador, rei de Ketu e usa ofá (arco e flecha), mas se veste de couro, com chapéu e chicote. A curiosidade e a observação são características das pessoas consideradas filhas de Oxóssi, orixá também da alegria, da expansão, que gosta de agir à noite, como os caçadores. São faladores, ágeis e de raciocínio muito rápido.
Oxóssi é o arquétipo daquele que busca ultrapassar seus limites, expandir seu campo de ação, enquanto a caça é uma metáfora para o conhecimento, a expansão maior da vida. Ao atingir o conhecimento, Oxóssi acerta o seu alvo. Por este motivo, é um dos Orixás ligados ao campo do ensino, da cultura, da arte. Nas antigas tribos africanas, cabia ao caçador, que era quem penetrava o mundo "de fora", a mata, trazer tanto a caça quanto as folhas medicinais. Além, eram os caçadores que localizavam os locais para onde a tribo poderia futuramente mudar-se, ou fazer uma roça. Assim, o orixá da caça extensivamente é responsável pela transmissão de conhecimento, pelas descobertas. O caçador descobre o novo local, mas são os outros membros da tribo que instalam a tribo neste mesmo novo local. Assim, Oxóssi representa a busca pelo conhecimento puro: a ciência, a filosofia. Enquanto cabe a Ogum a transformação deste conhecimento em técnica.

Por suas ligações com a floresta, pede-se a cura para determinadas doenças e, por seu perfil guerreiro, proteção espiritual e material.

Saudação : Ókè Árò!!!